Pra algumas pessoas é simples. Pra pessoas bonitas, eu acho. Elas simplesmente existem e a vida amorosa delas tá resolvida por isso. Às vezes até a profissional…
Eu conheço uma menina. Conheço duas, três, quatro. Elas não têm nada a oferecer. Nada em absoluto. Conheço mil e quinhentas. Convivi com mulheres cujo único comentário em meses de convivência sobre qualquer assunto foi ‘hahaha’. E ela namoram pessoas interessantes. Super interessantes. Homens com conteúdo que afirmam que elas são mais fáceis de lidar, fáceis de enrolar, fáceis de namorar. Vida fácil essa. Não ter que ficar pensando em alguma coisa interessante pra tentar atrair a atenção ou arrancar uma risada de alguém que tu não quer que vá embora. Só escolher a roupa certa e pronto. É teu.
Não consegui ver nenhuma delas sofrer. Não deu tempo. Acabaram um namoro na terça e já começaram outro na quarta.
Eu não sou bizarra. Não tenho 120 kg combinados com óculos aparelhos e cacoetes descontrolados. Mas eu também não tenho no meu DNA essa coisinha que diz que é fácil lidar comigo. Não tenho a calma necessária… não recebi o manual que diz as regras do jogo quando eu nasci. E agora, não dá mais tempo de ler ele.
Solidão é uma coisa que mexe com a cabeça das pessoas de maneiras perigosas. É diferente a pessoa estar sozinha com quase 30 anos por ter acabado um relacionamento daquela que simplesmente nunca teve um.
Se eu morasse num país em guerra ou tivesse alguma doença degenerativa talvez eu não tivesse tempo pra calcular o tempo que falta até o tempo acabar e essa solidão ser permanente. Mas eu tenho. E ele ta acabando… não simplesmente pela idade, mas pq é tarde demais pra eu começar a aprender coisas que eu deveria ter aprendido 15 anos atrás…
É, ameegos… me fudi!
Outubro 18, 2009...8:23 pm
o dia mais solitário do resto da minha vida
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