Maio 21, 2008...4:56 am

Baseado em uma história real

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Quando eu te conheci várias coisas que eu sempre tomei como verdade pararam de fazer sentido pra mim. Eu te admirava à distância, com muito medo de me aproximar e ouvir coisas que eu não queria ouvir.

Vc era demais pra mim, mas eu não consegui me impedir. Perguntei teu nome. Nunca mais esqueci.

E… nada! Nada aconteceu ali, vc continuou sendo aquela pessoa linda, misteriosa e inatingível por um tempo. Mas eu não te esqueci. Como eu esqueceria uma criatura assim?

Achei que uma participação sua de 20 minutos na história da minha vida seria uma crueldade. Então… um brince a essa modernidade! Façamos de conta que é normal adicionar semi-estranhos no orkut, e dali pro msn  (O sistema de encontros “casuais” mais bem elaborado da década)

Minha querida cara de pau, sempre me orgulhei de ti!

“oi, estranho! tudo bem?” que mal tem, né? E foi assim… um ano disso aí… e eu nem tinha esperanças depositadas em ti.

Mas os amigos em comum, ah, eles mudariam os rumos de uma história que era pra ter começado já no fim…

“O pessoal tá lá na festa. Vamo? Não tenho parceria pra ir.”
“Será q eu lembro da tua cara?”
“ah, deve lembrar, vamo ali…”

A festa foi o que foi. Tinha alguém à tua altura lá. Assisti vocês ficarem. Nem lembro se me surpreendi. O que eu lembro daquela noite foi que ela acabou com você me dizendo “Ela vai ter que entender que eu gosto é de ti.”

Nem era verdade, talvez fosse a bebida falando, mas essa é uma das minhas memórias preferidas. Não tenhos muitas boas assim.

Mas surgiu alguém, e eu te perdi. Perdi bem perdido. Pra nunca mais achar. Um acordo selado com um “Desculpa eu estar contando que estou apaixonado por ela justo pra ti, mas acontece que eu não tenho com quem conversar.”

E conversar contigo era tão bom… E eu não queria te deixar. Assinei embaixo de uma propostinha de amizade que eu não queria aceitar. Minhas amigas me condearam, mas tu estavas ali, tão lindo, tão sincero e tão vulnerável… que não tinha outra decisão que eu pudesse tomar.

Amigos então. Mas com provocações. E com dormir de conchinha, quietinhos. Ou dormir de testa-grudadinha (estilo próprio, ápice da tortura humana, sem direito a selinhos) “Dormindo com a minha maninha” , vc dizia.

Amigos então.

Amizade pra lá, amizade pra lá… 2 anos pra lá, 2 anos pra cá. E eu ouvi um tal de “Você me conhece como ninguém”. É, eu sei.

Amizade pra cá, coração pra lá. Deixa pra lá, né? Eu já me acostumei.

Mas por que então tu tinhas que me dizer “Eu acho que eu estou confundindo as coisas. E, hoje, eu quero beijar você”? Não tinha mais ninguém ali pra te saciar? Usar justo a mim? Justo eu que demorei tanto, tanto, tanto tempo pra não querer mais te beijar?

Eu já me apaixonei por diversos (2 ou 3?) homens na minha vida e já tive amigos também. Nesse vai e vem, vc ficou no meio. Eu sei que eu não te amo, meu amigo. Eu só não sei porque que eu engasgo quando vejo ela com você.

Que bom que hoje você foi embora e, o que vc é pra mim, eu não tenho mais motivos pra tentar saber.

Fica combinado assim, então. Eu me acostumo, mais uma vez, sem querer. 

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