Eu, criticando filmes.
motherhood
Acho que era pra ser um filme falando sobre uma nova (nova? pff) perspectiva sobre o que significa ser mãe… eu até tenho a cabeça aberta, mas ora, por favor. É um filme sobre as dificuldades de ser pobre nos usa (que nem em um milhão de anos se compararia à pobreza no brasil) e que nos deixa apreciar os suspiros da Uma Turner exaurida de tanto levar as crianças ao colégio, fazer as compras e AINDA POR CIMA lavar a louça. Ultraje (foi sarcasmo)! Nem um carro descente a coitada desgraçada tem. Aliás, não tem carro, não tem salário, não tem tarefas que se não forem cumpridas custarão dinheiro. Minha cabeça não é assim tão aberta a ponto de simpatizar com a cova que a personagem mesmo cavou. E ela passa o filme inteiro exaurida. Acho lindo, pessoas que reclamam da vida e não fazem nada pra melhorar. Agora, um filme inteiro sobre uma desocupada cansada por fazer 1/6 do que uma mulher capaz faria… poupe-me. Se a pessoa tem dinheiro suficiente pra ficar em casa, acho que o problema é dela. Mas eu vejo gente passar fome com um marido ganhando um salário mínimo simplesmente pq ‘mulher não trabalha’. Acontece, hoje, em 2010. Escuto a vizinha, (pobre coitada, desarrumada, incapacitada e precisando urgentemente de uma progressiva e tinta na raiz daquele cabelo) gritando com a filha que quer repetir a comida na janta, ou pq a criança abriu a coca-cola que era só pra domingo. E o que ela faz? Nada. Senta a bunda gorda na cadeira pra ver a novelinha todos os dias e reclama que o marido ganha pouco. Rica criatura. A vá… Elas são banais. A pobre, coitada, desgraçada, mencionada acima (não a do filme, a vizinha) teve a brilhante idéia de processar um arquiteto (eu!) e um engenheiro (meu pai!) pq achava que tinha um vazamento (que só aparecia no inverno) no banheiro no andar abaixo do nosso. Perdeu, passou vergonha, desnecessário dizer. Não se limitou a opinar somente quando dominasse o assunto. Phd em lavação de louça, seria. Eu não opino em medicina, ela não deveria opinar em nada que exceda conhecimentos de terceira série. Opina e passa vergonha. Banais, de fato. transformam pequenos problemas em grandes acontecimentos. Entregam um prato de farinha ao invés de salada no natal e o caos tá feito. Eu não sou a pessoa mais espiritualizada do planeta mas eu tenho noção do que um problema real é, e vazamentos imaginários e pratos de salada perdidos não se encaixam, aposto. Então vem a uma turner com esse filme sobre uma mulher inútil e reclamona. Me irritei. Me irritei e escrevi um texto repleto de erros de português pra descarregar isso. Mas tudo bem, pq quem se ofende com o que eu escrevi não tem um phd em gramática, quem tem phd em gramática não conseguiu ele coçando o saco. E se te ofende, ótimo. Levanta a tua bunda (provavelmente gorda) da cadeira e muda alguma coisa. Faz alguma coisa pelo mundo, quem sabe. Não acredito que um ser humano seja capaz de conviver bem com a idéia de saber que se ele morresse amanhã absolutamente nada mudaria. Nada ficaria e ele só faria falta quando a louça da cozinha acumulasse.